quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Só um detalhezinho

Foi preciso um puxãozinho de orelha pra eu ter coragem de falar isso. Porque pra quem não sabe, mesmo no blog é difícil falar TUDO que se pensa. Principalmente quando você sabe exatamente quem vai ler. E que seus pais vão ler. E assim vai...

Mas sem rodeios: eu nunca tive um ano tão maravilhoso. Eu sei exatamente quem são os culpados por isso, e os amo e agradeço incondicionalmente.

Mais um beijo, para aquele que sabe exatamente para quem escrevo isso: ele mesmo.

Um ano a mais, pouco e muito.

Eu não vou dar uma de Bella Swan e me torturar por estar fazendo aniversário. Ficando mais velha. Nada disso, não sou melodramática e meu namorado não vai ter pra sempre a mesma idade.

O negócio é que dia 28 eu fico um anos mais velha. Não digo que ficarei velha, apenas mais velha do que sou hoje. 14 anos não é lá grande coisa.
Eu nunca dei muito valor pra data de aniversário. Ficamos mais velhos todo santo dia! Porque fazer tanto estardalhaço por causa de um dia só? É mais simbólico, né?
Enfim... Completar esse "1 ano a mais" me fez pensar em como eu era quando tinha "1 anos a menos". Ou seja, no dia 28 de novembro de 2008.
Aparentemente, não mudei porra nenhuma quase nada. Cabelo um pouco mais comprido, um furo a mais na orelha, nada significativo. Mas minha cabeça... Oh céus.
Acho que ninguém percebe (ainda bem). Mas um ano fez uma diferença bem grandinha em mim.
Mas gente não cresce do nada, só porque deu vontade e assim passamos a ser diferentes. Se fosse assim ia ser fácil, fácil.
São as situações pelas quais passamos que nos empurram pra frente. E esse ano foi bem... hum, cheio de coisas novas. Agradeço imensamente por isso. Sem novidades, onde eu estaria? Ah, eu sei a resposta. Sem novidades eu estaria em 28 de novembro... de 2008. Com os mesmos pensamentos, as mesmas pessoas por perto, no mesmo degrau da escada.

Chegando o fim do ano, só agradeço. Por tudo que aconteceu, e por não ter passado rápido demais. Rápido foi, mas deu pra viver incrivelmente bem.

E nada de se lamentar por ter acabado. Porque não acabou. Do mesmo jeito que esse ano passou, mais um virá. E outro. E outro. Ainda vou escrever aqui em vários 28 de Novembro. Ainda vou ter companhia, beijos e abraços em vários niversários. Ainda vou chorar bastante. Ainda vou ficar sem voz. Ainda vou rir mais do que nunca. Ainda vou ter vários roxos no braço. Ainda vou dançar pra caramba. Ainda vou ter muito tempo perto de todo mundo que quiser. Ainda tem tanta coisa pela frente...

Não vai acabar tão cedo. E sempre vai ficar aquele gostinho de "quero mais".

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lembrete

Os dois no carro. Ele, uns sessenta anos mais velho do que ela. Tinham em comum a mania de não poupar palavras, apesar de viverem se enrolando no meio delas.

- Filha, de que tamanho você acha que o mundo estaria, se todos esperassem ter 10 reais para poder gastar 5?
Ela pensou. Não sabia se o avô via aquilo com olhar positivo ou negativo. Esperou ele continuar.
- Estaria desse tamanhico aqui, ó.
Ele mostrava com os dedos um espaço de no máximo uns 2 centímetros.

Ela entendeu e resolveu anotar, só para não correr o risco de esquecer uns dos 2 minutos mais ricos que poderia ter ao lado do avô.

Arriscar era agora mais uma de suas palavras-chave.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nadar é diferente de mergulhar.

Sobreviver é diferente de viver. Gostar é diferente de amar. Olhar é diferente de ver. Escutar é diferente de ouvir. Entender é diferente de compreender. Falar é diferente de cantar. Andar é diferente de dançar. Comer é diferente de saborear. Saber é diferente de sentir. Parecer é diferente de ser.


A diferença está na profundidade. O valor da vida, também.




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Nem legal, nem ilegal

Sinceramente, eu não sabia que um dia chegaríamos a esse ponto. Quase espancar alguém, baseando-se no fato da pessoa usar uma roupa considerada indecente? Que ridículo.

Não estou defendendo a 'vítima'. Só acho que ela tem o total direito de vestir o que bem quiser, contanto que isso esteja dentro da lei. E no caso, estava.
Se é feio, vulgar, impróprio ou até nojento, o problema é dela. O resto das pessoas não tem nada a ver com isso, e deveria cuidar mais do próprio nariz. Comentários haverá sempre, e muitos. Mas cabe ao alvo deles saber lidar com as consequências de sua imagem e, a partir de então, construí-la a partir de seus próprios conceitos.
E, levando em conta a atitude da faculdade, percebemos como são fracos os regulamentos e regras do país. Será que a garota realmente deveria ser punida?
Na minha opinião, uma vez que a legislação não proíbe o ocorrido, não não e NÃO. Punidos deveriam ser os que agiram como loucos, totalmente alucinados.
E ainda digo: melhor ainda seria se cada um ficasse no seu próprio quadrado, de agora em diante.

Pauta para TDB: sobre o ocorrido na universidade Uniban, por causa do vestido de uma aluna.